quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Álbum com imagens de Marte da oposição de 2016, vão de Abril a Julho com uma única imagem em Outubro. São as melhores que consegui apesar que tem algumas um tanto sofríveis devido ao seeing que atrapalhou. Em cada foto explico as regiões visíveis e algum fenômeno que possa ter ocorrido

Setup : Meade SC 10 " - Barlow Meade APO 2.5 X - ASI 120 MC , Local : Botucatu SP - Brasil

Acesse o link abaixo para ver o álbum completo, a imagem abaixo é uma das mais interessantes. 
No link estão as descrições de cada imagem. 





quinta-feira, 22 de setembro de 2016


Amigos no dia 09 de setembro, fui entrevistado pelo André Godinho do Jornal Acontece Botucatu. Falamos sobre Astronomia , astrofotografia e meus projetos do Observatório Sagitário.

O observatório abre para visitas agendadas pelo telefone 14 - 9 8181 5943.
Segue abaixo a matéria que saiu no jornal :







Apaixonado por astronomia mantém observatório particular no centro de Botucatu

Fotos: Acontece Botucatu
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A paixão do professor de física Júnior Martini não é das mais comuns. Desde os 9 anos de idade, Martini é aficionado por astronomia. “Minha mãe era professora e me dava muitos livros de ciências pra ler. Então, fui pegando o gosto pelos planetas, pelo universo e com 9 anos ganhei minha primeira luneta. É claro que era um equipamento pequeno, não dava para ver muita coisa, mas foi com ela que tudo começou”, disse ele em entrevista exclusiva ao Acontece Botucatu.
junior-martini-2Aos poucos os pais foram incentivando o jovem curioso. “Eu lia muito sobre Galileu e descobri que ele conseguiu ver os satélites de Júpiter. Aí, eu queria ver os satélites de Júpiter. Depois queria ver Júpiter, as crateras da Lua, os anéis de Saturno, e assim foi”.
Hoje Júnior se considera um astrônomo amador, mas a única diferença de um profissional, é que ele não recebe nada pelo que faz. Vive como professor do Estado, dando aulas na escola CEEJA. Formado em física pela USP de São Carlos, em 2001 investiu em um grande telescópio potente. Na época, um equipamento de ponta. “Eu tinha uma chácara em Botucatu e lá construí um pequeno observatório. Depois, tive que vender a chácara e montei tudo isso aqui em casa”, disse ele no observatório que mantém dentro de casa, no centro de Botucatu.
junior-martini-4Para chegar ao telescópio é preciso passar pela sala da casa e subir uma escada improvisada que leva e um pequeno sótão, onde fica o equipamento, alguns tripés e um computador onde são gravadas as imagens capturadas pelas potentes lentes telescópicas e uma câmera especial para telescópios. O teto de metal tem corrediças que permitem que ele abra totalmente. “Aqui não é o ideal, porque tem muitas luzes na cidade e isso atrapalha um pouco. Quanto mais escuro for, melhor fica para ver os astros”, explicou Martini.
Júnior mantém anotações em um caderno espiral sobre as observações que faz das constelações e planetas desde 2001. “Uma das constatações mais importantes que já fiz foi a aparição de uma “nova”, a Nova Delphinus . Uma nova é uma estrela que cresceu tanto de tamanho que expulsou as camadas externas e se tornou brilhante. E eu tinha visto esta estrela sem o brilho e também depois desse fenômeno”, contou.
Projeto futuro
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Arquivo pessoal/JR Martini
Júnior já fotografou cometas, brilhos diferentes na superfície da Lua, planetas, asteroides e muitos outros astros. A qualidade das fotos é impressionante. Como o observatório, que leva o nome de Sagitário, funciona na casa do astrônomo, não é possível receber grandes grupos, apenas convidados e interessados no assunto.
Mas em longo prazo, Martini tem o objetivo de ampliar o trabalho. “Eu pretendo montar um centro para divulgar a astronomia de uma forma diferente. Atender as escolas durante a semana e o público em geral aos fins de semana. Além do observatório quero fazer um planetário também, porque quando o céu esta fechado dá pra usar o planetário, que projeta todo o céu dentro o ambiente”, planeja.
O problema é que o custo de um projeto desses é alto, principalmente para um astrônomo amador, que faz o trabalho pela paixão de observar o universo. Júnior estima que o custo total para implantação do centro fique em torno de R$ 200 mil a R$ 300 mil, sem contar a área, que teria que ser afastada do centro da cidade.
Vida extraterreste
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Arquivo pessoal/JR Martini
É claro que passando horas e horas observando o espaço sideral, não tem como deixar de pensar se há alguém além de nós no universo. Lógico que Júnior não espera ver algum sinal de vida pelo telescópio, porque a ampliação não é suficiente. Para se ter uma ideia, as crateras da Lua, que ficam visíveis nas fotos tem quilômetros de diâmetro, mas ele acredita sim que não estamos sozinhos. “Vida fora da terra com certeza existe. Não sabemos se são seres inteligentes como nós, mas não tenho dúvida de que possa haver uma civilização em algum lugar do universo”, disse Martini.
Júnior recebe pequenos grupos com horário agendado e mantém uma fanpage no Facebook. Você pode acessar pelo link www.facebook.com/ObservatorioSagitario.


http://acontecebotucatu.com.br/geral/apaixonado-por-astronomia-mantem-observatorio-particular-no-centro-de-botucatu/#.V9RyemcfOnw.facebook

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Olá, nesta postagem eu coloco as imagens de algumas lunetas construídas por amigos que leram meu projeto e desenvolveram suas ideias construindo lunetas de vários tamanhos. Algumas com tripé ou não.
A primeira é do amigo Francisco Barros o qual na verdade eu enviei a ele uma luneta que eu construí e depois ele a melhorou, fazendo um tripé e pintura.Mas ele não satisfeito fez uma diagonal e ainda um focalizador para sua luneta !
 Muito legal eu diria que é uma melhoria importante no meu projeto.
As outras duas são do David Maia ( que também fez um tripé usando um banco de madeira e uma pequena buscadora)  e do Mauricio Baena sem tripé, mas com uma escala para regular o foco melhor.
Confiram as imagens :



Olá a todos, depois de um tempo sem postar nada ( ando postando diariamente apenas no meu grupo do Observatório do Sagitário no facebook ou na minha página pessoal lá.) Mas resolvi postar este maravilhoso trabalho do Matias Alves que pegou meu projeto no grupo e melhorou em alguns aspectos, por exemplo construindo um tripé de madeira e uma pequena e simples montagem para controlar a luneta. Além disso fez ainda uma diagonal para maior conforto na observação.
Na verdade eu fiz uma diagonal também usando um prisma que vem nos mesmo binóculos baratos que uso para retirar as oculares,mas  não cheguei a escrever o projeto. O Matias inspirado nisso fez sua própria diagonal também com estes prismas.

Vale a pena conferir as imagens !







quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Melhor artigo que encontrei sobre a história dos telescópios criados pelo grande físico e astrônomo Christiaan Huygens, com lentes objetivas diafragmadas e oculares feitas por ele, mas apenas as objetivas sobreviveram. São os telescópios que descobriram os anéis de Saturno e o satélite Titã. 
Como eu vou construir uma luneta com seu nome em breve que terá características parecidas com a estas resolvi postar estas informações.



Uma das lentes que ele usava e a lente com seu diafragma para redução do cromatismo. Mesmo método que uso nas minhas lunetas caseiras. 



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

             Relato de um amigo iniciante nas lunetas um aluno virtual que construiu sua própria luneta caseira com nosso projeto ! Fiquei muito feliz .

     Segue aqui seu relato :



   Olá Prof° Martini tudo bem ? 

  Consegui finalizar minha luneta Tycho há um mês praticamente e desde então estou na empreitada de localizar e observar os planetas e outros corpos celestes. Eu a fiz com a barlow caseira com lente negativa de 6° e ocular positiva. 

Consegui tirar uma foto da Lua e também da superfície de Vênus. 

Gostaria de compartilhar com o senhor, por ter disponibilizado esse projeto e me apoiado anteriormente !! O crédito também é do senhor ! 

Grande abraço ! 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Projeto lente de barlow artesanal

  
         Projeto lente de barlow artesanal para luneta caseira


Quando da construção das diversas lunetas encontramos dificuldades em encontrar oculares baratas de qualidade razoável e que tivessem potência suficiente para observar os astros como planetas e Lua. As oculares poderiam ser compradas no mercado  mas seriam caras para nosso projeto caseiro e escolar.

Outra opção seria construir lunetas com objetivas de grande distância focal, mas isso implicaria em tubos muito longos e pouco práticos para usar. A melhor ocular ainda de baixo custo que achamos foi a que usamos em todos os nossos projetos, uma ocular retirada de binóculos baratos achados em camelôs ou pelo mercado livre.

Essa ocular tem 30 mm de distância focal o que combinada com uma luneta com objetiva de 1. 5 graus positivos (aprox 670 mm de DF) proporciona pouco mais de 22 ampliações, o que é suficiente para observar crateras na Lua com certo conforto mas ainda é insuficiente para se estudar a Lua com um mapa lunar ou observar os anéis de Saturno.

Como não podíamos usar outra ocular resolvemos que a solução era desenvolver uma lente de Barlow simples que combinada com a ocular fornecesse maior aumento.
Uma lente de Barlow funciona aumentando a distância focal da luneta ou telescópio pois é uma lente negativa ou divergente que irá alterar a posição do foco fazendo com que a luneta tenha agora maior ampliação sem mudar a objetiva ou ocular e sem ter de usar um tubo mais longo.

As lentes de Barlow de boa qualidade são construídas com duas lentes de vidro diferente para ter um sistema acromático, mas isso também custa mais caro. No nosso caso usamos uma única lente simples divergente (negativa de 12 graus) presa a uma luva de PVC de esgoto de 40 mm a mesma que usamos para encaixar os tubos de 40 mm e a ocular. Neste caso pedimos ao técnico ótico para reduzir o diâmetro da lente para 40 mm de modo a encaixar nessa luva. O ideal é levar a luva na Ótica para que ele faça isso com precisão.

Mas tínhamos que saber a distância que deveria ficar a lente Barlow da ocular, e assim consultamos alguns estudos sobre barlows na internet, acabamos descobrindo que deixando 5 cm de distância entre elas teríamos cerca de 1.5 X de ampliação, o que já era o bastante para nossa luneta saltar de 22.5 para 35 X. Esta ampliação já permite observar os anéis de Saturno e estudar a Lua da forma que se acompanhe as mudanças conforme avança a fase.

Numa luneta de 1 metro de foco que já ampliava com a mesma ocular 34 ou 35 X , a ampliação passava para 52 X , o que permitia ver com facilidade os anéis de Saturno e competir com lunetas compradas.

Claro que havia algum inconveniente de usar uma lente simples, o fato de ter maior aberração cromática era evidente nas imagens, mas apesar disso percebemos que mesmo assim compensava pois estávamos vendo mais detalhes na Lua. Outro problema era o preço de uma lente destas na Ótica que mesmo sendo incolor custava 40 reais e desejávamos manter o preço total da luneta entre 70 a 80 reais. E já estava passando dos 100 reais o custo da luneta com Barlow.

Depois achamos uma solução para isso pois sabemos que se pode variar o aumento da Barlow aumentando a distância entre ela e a ocular! Então a ideia era usar uma lente com menos graus (negativa) que custa bem menos ( em torno de 15 reais uma lente de 6 graus) e montar num tubo mais longo deixando 10 cm de distância entre ela e a ocular. Assim ocorreria o mesmo efeito dando os mesmos 1.5 X de ampliação.

A lente negativa pode se fixar a uma saliência existente na luva de 40 mm usando o tubo de 40 mm e um anel de borracha se necessário, para comprimir o tubo a lente dentro da luva. Este tubo na outra extremidade receberá outra luva de 40 mm que se prenderá a ocular e deve ser pintado também de tinta preto fosco.

Agora a luneta terá o foco adiantado ou seja, deverá o observador avançar o tubo menor dentro do maior para se obter o foco. Por causa disso é importante não usar um tubo principal maior que uns 50 ou 55 cm para a luneta de 75 cm de tubo total e para a luneta de tubo de um metro ou mais,  um tubo principal de uns 70 cm , para que sobre espaço para avançar e recuar o tubo menor entre os vários focos.

Temos um custo agora de cerca de 20 reais para a ocular mais 15 da lente Barlow e digamos 5 reais do tubo e luva dando total de 40 reais para se obter essa ampliação maior da luneta. Uma ocular comprada de 20 mm de DF faria o mesmo efeito com a vantagem de não produzir maior aberração cromática (que gera cores falsas) mas custará um pouco mais ( entre 50 a 60 reais fora o frete) . Outra vantagem de se usar a Barlow é que com ela terá duas opções de aumento na mesma luneta sem trocar de ocular , no caso da luneta de 75 cm (tipo Kepler) 22.5 X e 34 X . Se comprar a ocular de 20 mm terá apenas a opção de 34 X , e as vezes é melhor usar aumento menor no caso de observar as estrelas.

Mas se o interessado achar mais conveniente adquirir uma ocular mais forte no mercado como a de 20 mm, também será uma solução muito boa principalmente se dispuser de outra mais fraca ( a do binóculo ou outra) para observar com menor aumento.

Talvez se pergunte, não poderíamos fazer uma Barlow mais forte que proporcionasse 2X de ampliação a luneta? Sim mas ai teríamos que usar uma lente mais forte, uma lente mais cara pois seria acima de 10 graus negativos e ai creio que seria melhor comprar uma ocular mais potente de uns 15 mm , que forneceria 44 X com nossa luneta. Não podemos também ir muito além pois nossas lunetas caseiras são diafragmadas entre 20 a 25 mm e por isso suportam no máximo entre 50 a 60 ampliações. Se ultrapassar isso as imagens ficarão escuras e com pouca nitidez e provavelmente não mostrarão mais detalhes ou mesmo serão piores.

Nosso objetivo era ter um projeto que por um custo bem acessível a professores ou a iniciantes na Astronomia, e com bons resultados na observação dos objetos mais brilhantes do céu, com capacidade acima das antigas lunetas da época de Galileu e com boa qualidade de imagens.  Acreditamos que conseguimos esse objetivo e passamos agora a mostrar as imagens das barlows que construímos com algumas informações :


A primeira imagem foi do protótipo usando uma lente negativa de um pequeno binóculo de plástico, mas a qualidade era ruim, foi montada no próprio tubo do binóculo e este tubo preso a uma luva de 40 mm.






Agora o projeto que funcionou muito bem, usando uma lente de ótica de 12 graus negativos reduzida a 30 mm de diâmetro e colocada no mesmo tubo anterior com um anel de plástico que era parte do binóculo prendendo a lente. A distância da lente barlow a lente ocular (presa na luva do lado oposto) é de 5 cm .




Finalmente o projeto que sugerimos para ter uma barlow mais barata e fácil de fazer: 

Um tubo de PVC de 40 mm de esgoto com 10 cm de comprimento com duas luvas de 40 mm de cada lado. Numa delas se prenderá entre a saliência interna da luva e o tubo a lente negativa de 6 graus, e na outra luva a ocular. A luva da frente se fixa facilmente ao tubo (focalizador) de 40 mm da luneta. 



Creio ter conseguido melhorar a luneta com estes acessórios e espero que tenham também sucesso na construção de sua luneta.



 Prof. Jr Martini – Observatório Sagitário – Botucatu – SP

email: btamjr@yahoo.com.br         Facebook : Jr Martini e/ou Observatório Sagitário 

http://observatoriodosagitario.blogspot.com.br/