quarta-feira, 1 de maio de 2019

Estivemos na Escola estadual Américo Virgínio palestrando e demonstrando nosso projeto das lunetas caseiras a alunos do sétimo ano. Falamos de astronomia e de como observar os astros . Agradeço ao professor Vinícius Nunes Alves pela oportunidade e esperando que novos talentos sejam despertados 😊

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

            Oposiçâo de Marte de 2001 - Descrições das observações e desenhos do planeta.


Amigos seguem as minhas observações de Marte da oposição de 2001, são alguns dos desenhos que fiz começando em Maio até Julho desse ano. Os melhores desenhos são os de Julho devido a maior aproximação do planeta e são nestes que registrei os detalhes mais importantes que estão no texto . Antes segue um texto descrevendo o que observei, inclusive o aparecimento de um ponto brilhante no planeta. 


Texto das observações : 


Título : Observação de Marte – Oposição de 2001
Local : Observatório Sagitário/ Chácara Andress – Vista Alegre – Botucatu SP / Brasil
Latitude : 22 ° 51 ‘ 37 “  S             Longitude : 48 ° 29 ‘ 40 “ W           Altitude : 830 m
Telescópio utilizado : Meade LX 50 – SCT  10 “ ( 254 mm)    F = 2500 mm
Oculares Super Plossl 26 mm c/barlow 2.5 X  e  UWA  8.8 mm  Filtros 12 e 23A.
Observador : Antonio Martini Júnior

Resultados :
Minhas observações se iniciaram em 26/03/2001, com Marte ainda com pequeno diâmetro angular e fase bem aparente. Inicialmente apenas registrei nos desenhos a fase, calotas polares e algumas manchas de albedo permanentes; o mesmo ocorreu em Abril.
Posteriormente em 06 de Maio as 04:35 hs UT, registrei uma nuvem branca próximo a calota polar do norte, mas as condições de visibilidade (seeing) estavam ruins. Em 17/05/2001 as 02:50 hs UT nuvens brancas registradas no limbo oeste, mas a presença de nuvens aqui de nosso céu prejudicou observações mais detalhadas.
Infelizmente as condições meteorológicas impediram as observações até 02 de junho de 2001, quando então pudemos ter condições adequadas e com a ajuda de um mapa virtual de Marte ( Mars Preview II ), reconhecer com precisão as  configurações do planeta. Esta ferramenta supera os mapas de papel que utilizava e que dependem de tabelas e anuários nem sempre disponíveis e as formações são rapidamente identificadas e as coordenadas dos acidentes estão sempre a mão. O desenho feito as 02:30 Hs  até as 02: 45 hs UT mostra o planeta já sem fase, com a calota sul bem visível, Sirtes Major escura e bem pronunciada. Sinnus Sabaeus bem realçado e a oeste, a região de Margaritifer Sinnus . Não foram registradas nuvens.
Novamente céu encoberto em Junho o que não é comum impediu novas observações até 03 de julho de 2001, quando tivemos céus limpos até 07 de julho. Na noite de 03 para 04 de julho as 03:30 hs UT com boas condições observamos a região de Chryse e Xante, além do Mare Erythraneum e Margaritifer Sinnus.  Sendo que toda área apresentava aspecto normal, porém algo diferente chamou a atenção. A leste a ao sul da imagem, próximo a chamada Juventude Fons um ponto brilhante branco estava bem visível abaixo ainda do Solis Lacus este também visível mas como um ponto escuro. Não encontrei no mapa nenhuma identificação e nem em outros mapas que possuía. Desta forma imaginei duas hipóteses : Ou estava vendo uma densa nuvem branca circular ou estava diante de uma nuvem orográfica sobre um dos famosos vulcões marcianos que sabemos existir no planeta. Existem mais a oeste os vulcões da serra Tharsis e inclusive o mais famoso deles o Monte Olimpo antes chamado de Nix Olympica vistos por telescópios terrestres como pequenas manchas brancas, porém a posição não batia. Na verdade mal consegui em outras ocasiões registrar Nix Olympica, então achei estranho ver com tanta facilidade esta marca branca. Os outros três são ainda mais difíceis de ver e assim achei que se foi um vulcão é um que não encontrei nos mapas, mas que pode estar ali nas imagens das sondas e que por algum motivo estava mais visível na ocasião. Segundo o observador de Marte Nelson Falsarella os vulcões marcianos são cobertos muitas vezes pelas chamadas nuvens orográficas que fazem com que apareçam como pontos brancos bem destacados nas imagens. Se era uma nuvem, era estranhamente pontual, diferente de outras registradas anteriormente. Gostaria de trocar mais informações com outros observadores para checar esta observação e tirar conclusões.
Posteriormente em contato com o referido colega Nelson Falsarella enviei os desenhos que realizei das observações e ele confirmou que o que vi só poderia ser uma destas nuvens orográficas sobre algum acidente marciano que poderia ser ou não um vulcão. Olhando com mais cuidado um mapa de Marte impresso da internet eu encontrei um acidente chamado Phoenicis Lacus que bate com a posição desse ponto branco e é mostrado no mapa também como um ponto branco. Provavelmente local de aparecimento de nuvens orográficas creio eu. Apenas é surpreendente que estivesse tão visível assim para depois eu nunca mais registrar esse ponto em nenhuma outra oportunidade.
Em 05/07/2001, 01:10 hs UT até as 01:25 hs UT, com a mesma região visível não havia mais sinal daquele ponto branco, mas registramos um aparente canal saindo do Golfo das Margaridas (Margaritifer Sinnus) junto a Oxia Palus e seguindo para região do Edén. Observamos ainda uma nuvem amarela se desenvolvendo na região de Tharsis, aquela dos vulcões marcianos. Achei interessante que esta nuvem amarela, provavelmente uma das tempestades de poeira que são frequentes em certas épocas, surgisse na região próxima a que registrei dois dias antes aquele ponto branco.
Em 07/07/2001 as 02:30 hs UT, o planeta estava quase todo coberto por uma massa amarelada de nuvens, não sendo possível ver os detalhes com exceção do Mare Erythraeum que estava com pouco contraste. Em 08/07/2001 das 00:10 hs até as 00:22 hs , registramos a região de Sirtes Major e de Sinnus Sabaeus . A região estava fracamente visível por estar encoberta de nuvens amarelas. Apenas o contorno leste de Sirtes Major estava visível e havia presença de nuvens na região de Hellas e nuvens azuis próximas ao polo norte. Até a data das elaboração destes registros não fiz observações devido ao tempo nublado. No total tenho 8 desenhos elaborados destas observações que posso disponibilizar aos interessados.

A.     Martini Jr.
       Botucatu 09 de julho de 2001.  

Seguem os desenhos :


                                          02/06/2001 


                                          03/07/2001                                        


                                          05/07/2001


                                          07/07/2001


                                           08/07/2001






                                      






Álbum com imagens de Marte da oposição de 2016, vão de Abril a Julho com uma única imagem em Outubro. São as melhores que consegui apesar que tem algumas um tanto sofríveis devido ao seeing que atrapalhou. Em cada foto explico as regiões visíveis e algum fenômeno que possa ter ocorrido

Setup : Meade SC 10 " - Barlow Meade APO 2.5 X - ASI 120 MC , Local : Botucatu SP - Brasil

Acesse o link abaixo para ver o álbum completo, a imagem abaixo é uma das mais interessantes. 
No link estão as descrições de cada imagem. 





quinta-feira, 22 de setembro de 2016


Amigos no dia 09 de setembro, fui entrevistado pelo André Godinho do Jornal Acontece Botucatu. Falamos sobre Astronomia , astrofotografia e meus projetos do Observatório Sagitário.

O observatório abre para visitas agendadas pelo telefone 14 - 9 8181 5943.
Segue abaixo a matéria que saiu no jornal :







Apaixonado por astronomia mantém observatório particular no centro de Botucatu

Fotos: Acontece Botucatu
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A paixão do professor de física Júnior Martini não é das mais comuns. Desde os 9 anos de idade, Martini é aficionado por astronomia. “Minha mãe era professora e me dava muitos livros de ciências pra ler. Então, fui pegando o gosto pelos planetas, pelo universo e com 9 anos ganhei minha primeira luneta. É claro que era um equipamento pequeno, não dava para ver muita coisa, mas foi com ela que tudo começou”, disse ele em entrevista exclusiva ao Acontece Botucatu.
junior-martini-2Aos poucos os pais foram incentivando o jovem curioso. “Eu lia muito sobre Galileu e descobri que ele conseguiu ver os satélites de Júpiter. Aí, eu queria ver os satélites de Júpiter. Depois queria ver Júpiter, as crateras da Lua, os anéis de Saturno, e assim foi”.
Hoje Júnior se considera um astrônomo amador, mas a única diferença de um profissional, é que ele não recebe nada pelo que faz. Vive como professor do Estado, dando aulas na escola CEEJA. Formado em física pela USP de São Carlos, em 2001 investiu em um grande telescópio potente. Na época, um equipamento de ponta. “Eu tinha uma chácara em Botucatu e lá construí um pequeno observatório. Depois, tive que vender a chácara e montei tudo isso aqui em casa”, disse ele no observatório que mantém dentro de casa, no centro de Botucatu.
junior-martini-4Para chegar ao telescópio é preciso passar pela sala da casa e subir uma escada improvisada que leva e um pequeno sótão, onde fica o equipamento, alguns tripés e um computador onde são gravadas as imagens capturadas pelas potentes lentes telescópicas e uma câmera especial para telescópios. O teto de metal tem corrediças que permitem que ele abra totalmente. “Aqui não é o ideal, porque tem muitas luzes na cidade e isso atrapalha um pouco. Quanto mais escuro for, melhor fica para ver os astros”, explicou Martini.
Júnior mantém anotações em um caderno espiral sobre as observações que faz das constelações e planetas desde 2001. “Uma das constatações mais importantes que já fiz foi a aparição de uma “nova”, a Nova Delphinus . Uma nova é uma estrela que cresceu tanto de tamanho que expulsou as camadas externas e se tornou brilhante. E eu tinha visto esta estrela sem o brilho e também depois desse fenômeno”, contou.
Projeto futuro
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Arquivo pessoal/JR Martini
Júnior já fotografou cometas, brilhos diferentes na superfície da Lua, planetas, asteroides e muitos outros astros. A qualidade das fotos é impressionante. Como o observatório, que leva o nome de Sagitário, funciona na casa do astrônomo, não é possível receber grandes grupos, apenas convidados e interessados no assunto.
Mas em longo prazo, Martini tem o objetivo de ampliar o trabalho. “Eu pretendo montar um centro para divulgar a astronomia de uma forma diferente. Atender as escolas durante a semana e o público em geral aos fins de semana. Além do observatório quero fazer um planetário também, porque quando o céu esta fechado dá pra usar o planetário, que projeta todo o céu dentro o ambiente”, planeja.
O problema é que o custo de um projeto desses é alto, principalmente para um astrônomo amador, que faz o trabalho pela paixão de observar o universo. Júnior estima que o custo total para implantação do centro fique em torno de R$ 200 mil a R$ 300 mil, sem contar a área, que teria que ser afastada do centro da cidade.
Vida extraterreste
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Arquivo pessoal/JR Martini
É claro que passando horas e horas observando o espaço sideral, não tem como deixar de pensar se há alguém além de nós no universo. Lógico que Júnior não espera ver algum sinal de vida pelo telescópio, porque a ampliação não é suficiente. Para se ter uma ideia, as crateras da Lua, que ficam visíveis nas fotos tem quilômetros de diâmetro, mas ele acredita sim que não estamos sozinhos. “Vida fora da terra com certeza existe. Não sabemos se são seres inteligentes como nós, mas não tenho dúvida de que possa haver uma civilização em algum lugar do universo”, disse Martini.
Júnior recebe pequenos grupos com horário agendado e mantém uma fanpage no Facebook. Você pode acessar pelo link www.facebook.com/ObservatorioSagitario.


http://acontecebotucatu.com.br/geral/apaixonado-por-astronomia-mantem-observatorio-particular-no-centro-de-botucatu/#.V9RyemcfOnw.facebook

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Olá, nesta postagem eu coloco as imagens de algumas lunetas construídas por amigos que leram meu projeto e desenvolveram suas ideias construindo lunetas de vários tamanhos. Algumas com tripé ou não.
A primeira é do amigo Francisco Barros o qual na verdade eu enviei a ele uma luneta que eu construí e depois ele a melhorou, fazendo um tripé e pintura.Mas ele não satisfeito fez uma diagonal e ainda um focalizador para sua luneta !
 Muito legal eu diria que é uma melhoria importante no meu projeto.
As outras duas são do David Maia ( que também fez um tripé usando um banco de madeira e uma pequena buscadora)  e do Mauricio Baena sem tripé, mas com uma escala para regular o foco melhor.
Confiram as imagens :



Olá a todos, depois de um tempo sem postar nada ( ando postando diariamente apenas no meu grupo do Observatório do Sagitário no facebook ou na minha página pessoal lá.) Mas resolvi postar este maravilhoso trabalho do Matias Alves que pegou meu projeto no grupo e melhorou em alguns aspectos, por exemplo construindo um tripé de madeira e uma pequena e simples montagem para controlar a luneta. Além disso fez ainda uma diagonal para maior conforto na observação.
Na verdade eu fiz uma diagonal também usando um prisma que vem nos mesmo binóculos baratos que uso para retirar as oculares,mas  não cheguei a escrever o projeto. O Matias inspirado nisso fez sua própria diagonal também com estes prismas.

Vale a pena conferir as imagens !







quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Melhor artigo que encontrei sobre a história dos telescópios criados pelo grande físico e astrônomo Christiaan Huygens, com lentes objetivas diafragmadas e oculares feitas por ele, mas apenas as objetivas sobreviveram. São os telescópios que descobriram os anéis de Saturno e o satélite Titã. 
Como eu vou construir uma luneta com seu nome em breve que terá características parecidas com a estas resolvi postar estas informações.



Uma das lentes que ele usava e a lente com seu diafragma para redução do cromatismo. Mesmo método que uso nas minhas lunetas caseiras. 



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

             Relato de um amigo iniciante nas lunetas um aluno virtual que construiu sua própria luneta caseira com nosso projeto ! Fiquei muito feliz .

     Segue aqui seu relato :



   Olá Prof° Martini tudo bem ? 

  Consegui finalizar minha luneta Tycho há um mês praticamente e desde então estou na empreitada de localizar e observar os planetas e outros corpos celestes. Eu a fiz com a barlow caseira com lente negativa de 6° e ocular positiva. 

Consegui tirar uma foto da Lua e também da superfície de Vênus. 

Gostaria de compartilhar com o senhor, por ter disponibilizado esse projeto e me apoiado anteriormente !! O crédito também é do senhor ! 

Grande abraço ! 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Projeto lente de barlow artesanal

  
         Projeto lente de barlow artesanal para luneta caseira


Quando da construção das diversas lunetas encontramos dificuldades em encontrar oculares baratas de qualidade razoável e que tivessem potência suficiente para observar os astros como planetas e Lua. As oculares poderiam ser compradas no mercado  mas seriam caras para nosso projeto caseiro e escolar.

Outra opção seria construir lunetas com objetivas de grande distância focal, mas isso implicaria em tubos muito longos e pouco práticos para usar. A melhor ocular ainda de baixo custo que achamos foi a que usamos em todos os nossos projetos, uma ocular retirada de binóculos baratos achados em camelôs ou pelo mercado livre.

Essa ocular tem 30 mm de distância focal o que combinada com uma luneta com objetiva de 1. 5 graus positivos (aprox 670 mm de DF) proporciona pouco mais de 22 ampliações, o que é suficiente para observar crateras na Lua com certo conforto mas ainda é insuficiente para se estudar a Lua com um mapa lunar ou observar os anéis de Saturno.

Como não podíamos usar outra ocular resolvemos que a solução era desenvolver uma lente de Barlow simples que combinada com a ocular fornecesse maior aumento.
Uma lente de Barlow funciona aumentando a distância focal da luneta ou telescópio pois é uma lente negativa ou divergente que irá alterar a posição do foco fazendo com que a luneta tenha agora maior ampliação sem mudar a objetiva ou ocular e sem ter de usar um tubo mais longo.

As lentes de Barlow de boa qualidade são construídas com duas lentes de vidro diferente para ter um sistema acromático, mas isso também custa mais caro. No nosso caso usamos uma única lente simples divergente (negativa de 12 graus) presa a uma luva de PVC de esgoto de 40 mm a mesma que usamos para encaixar os tubos de 40 mm e a ocular. Neste caso pedimos ao técnico ótico para reduzir o diâmetro da lente para 40 mm de modo a encaixar nessa luva. O ideal é levar a luva na Ótica para que ele faça isso com precisão.

Mas tínhamos que saber a distância que deveria ficar a lente Barlow da ocular, e assim consultamos alguns estudos sobre barlows na internet, acabamos descobrindo que deixando 5 cm de distância entre elas teríamos cerca de 1.5 X de ampliação, o que já era o bastante para nossa luneta saltar de 22.5 para 35 X. Esta ampliação já permite observar os anéis de Saturno e estudar a Lua da forma que se acompanhe as mudanças conforme avança a fase.

Numa luneta de 1 metro de foco que já ampliava com a mesma ocular 34 ou 35 X , a ampliação passava para 52 X , o que permitia ver com facilidade os anéis de Saturno e competir com lunetas compradas.

Claro que havia algum inconveniente de usar uma lente simples, o fato de ter maior aberração cromática era evidente nas imagens, mas apesar disso percebemos que mesmo assim compensava pois estávamos vendo mais detalhes na Lua. Outro problema era o preço de uma lente destas na Ótica que mesmo sendo incolor custava 40 reais e desejávamos manter o preço total da luneta entre 70 a 80 reais. E já estava passando dos 100 reais o custo da luneta com Barlow.

Depois achamos uma solução para isso pois sabemos que se pode variar o aumento da Barlow aumentando a distância entre ela e a ocular! Então a ideia era usar uma lente com menos graus (negativa) que custa bem menos ( em torno de 15 reais uma lente de 6 graus) e montar num tubo mais longo deixando 10 cm de distância entre ela e a ocular. Assim ocorreria o mesmo efeito dando os mesmos 1.5 X de ampliação.

A lente negativa pode se fixar a uma saliência existente na luva de 40 mm usando o tubo de 40 mm e um anel de borracha se necessário, para comprimir o tubo a lente dentro da luva. Este tubo na outra extremidade receberá outra luva de 40 mm que se prenderá a ocular e deve ser pintado também de tinta preto fosco.

Agora a luneta terá o foco adiantado ou seja, deverá o observador avançar o tubo menor dentro do maior para se obter o foco. Por causa disso é importante não usar um tubo principal maior que uns 50 ou 55 cm para a luneta de 75 cm de tubo total e para a luneta de tubo de um metro ou mais,  um tubo principal de uns 70 cm , para que sobre espaço para avançar e recuar o tubo menor entre os vários focos.

Temos um custo agora de cerca de 20 reais para a ocular mais 15 da lente Barlow e digamos 5 reais do tubo e luva dando total de 40 reais para se obter essa ampliação maior da luneta. Uma ocular comprada de 20 mm de DF faria o mesmo efeito com a vantagem de não produzir maior aberração cromática (que gera cores falsas) mas custará um pouco mais ( entre 50 a 60 reais fora o frete) . Outra vantagem de se usar a Barlow é que com ela terá duas opções de aumento na mesma luneta sem trocar de ocular , no caso da luneta de 75 cm (tipo Kepler) 22.5 X e 34 X . Se comprar a ocular de 20 mm terá apenas a opção de 34 X , e as vezes é melhor usar aumento menor no caso de observar as estrelas.

Mas se o interessado achar mais conveniente adquirir uma ocular mais forte no mercado como a de 20 mm, também será uma solução muito boa principalmente se dispuser de outra mais fraca ( a do binóculo ou outra) para observar com menor aumento.

Talvez se pergunte, não poderíamos fazer uma Barlow mais forte que proporcionasse 2X de ampliação a luneta? Sim mas ai teríamos que usar uma lente mais forte, uma lente mais cara pois seria acima de 10 graus negativos e ai creio que seria melhor comprar uma ocular mais potente de uns 15 mm , que forneceria 44 X com nossa luneta. Não podemos também ir muito além pois nossas lunetas caseiras são diafragmadas entre 20 a 25 mm e por isso suportam no máximo entre 50 a 60 ampliações. Se ultrapassar isso as imagens ficarão escuras e com pouca nitidez e provavelmente não mostrarão mais detalhes ou mesmo serão piores.

Nosso objetivo era ter um projeto que por um custo bem acessível a professores ou a iniciantes na Astronomia, e com bons resultados na observação dos objetos mais brilhantes do céu, com capacidade acima das antigas lunetas da época de Galileu e com boa qualidade de imagens.  Acreditamos que conseguimos esse objetivo e passamos agora a mostrar as imagens das barlows que construímos com algumas informações :


A primeira imagem foi do protótipo usando uma lente negativa de um pequeno binóculo de plástico, mas a qualidade era ruim, foi montada no próprio tubo do binóculo e este tubo preso a uma luva de 40 mm.






Agora o projeto que funcionou muito bem, usando uma lente de ótica de 12 graus negativos reduzida a 30 mm de diâmetro e colocada no mesmo tubo anterior com um anel de plástico que era parte do binóculo prendendo a lente. A distância da lente barlow a lente ocular (presa na luva do lado oposto) é de 5 cm .




Finalmente o projeto que sugerimos para ter uma barlow mais barata e fácil de fazer: 

Um tubo de PVC de 40 mm de esgoto com 10 cm de comprimento com duas luvas de 40 mm de cada lado. Numa delas se prenderá entre a saliência interna da luva e o tubo a lente negativa de 6 graus, e na outra luva a ocular. A luva da frente se fixa facilmente ao tubo (focalizador) de 40 mm da luneta. 



Creio ter conseguido melhorar a luneta com estes acessórios e espero que tenham também sucesso na construção de sua luneta.



 Prof. Jr Martini – Observatório Sagitário – Botucatu – SP

email: btamjr@yahoo.com.br         Facebook : Jr Martini e/ou Observatório Sagitário 

http://observatoriodosagitario.blogspot.com.br/

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Luneta de 1 metro de tubo - projeto Tycho

                           Luneta caseira mais longa


Projeto da Luneta caseira mais potente ( modelo TYCHO )



Vamos ao projeto da luneta mais potente que desenvolvi até agora usando um tubo maior de cerca de 1.10 metros e que pode mesmo visualizar os anéis de Saturno !
Esta luneta amplia mais de 35 X com imagens bem nítidas, bom campo visual com pouca aberração e terá um custo entre 70 a 80 reais, um pouco acima do custo da Kepler que postei antes.
Esta luneta armada ainda de uma lente de barlow também caseira que criei  pode chegar a 52 X !
Em breve postarei como fazer essa barlow e adaptá-la a luneta, mas o custo total da luneta sobe a quase 100 reais, então acho interessante que se faça primeiro a luneta sem a barlow para experimentar sua qualidade de imagem que cai um pouco com a barlow.




                CONSTRUÇÃO DE UMA LUNETA CASEIRA DE UM METRO
Uma luneta caseira mais longa e potente será para observar a Lua com mais detalhes usando um mapa lunar, os satélites de Júpiter, as fases de Vênus e os anéis de Saturno. O Sol pode ser observado (manchas solares) por projeção numa tela branca presa a um suporte qualquer. Nunca observe diretamente o Sol !
 A luneta astronômica inverte as imagens e nosso projeto faz o mesmo pois se dedica apenas a fins astronômicos.
                                        Um pouco da história  
Até agora havíamos construido lunetas que ampliavam entre 16 X ( Galileu I ) , 22.5 X ( Kepler) e 32 X (Galileu II de tubo de mapa), ou seja seguindo o que o sábio Galileu havia conseguido na sua época  e tendo também resultados semelhantes na observação que ele teve ( com alguma melhora nas imagens devido a lentes mais modernas). Mas todas elas e mesmo os projetos que conhecemos de lunetas caseiras não prometem nada além do que o italiano Galileu podia fazer no século XVI , sendo por exemplo impossível ver os anéis de Saturno como aconteceu também com Galileu e com outros da sua época. As lunetas de Galileu ampliavam 20 X e até 32 X no máximo ( com tubos de até 1.2 m ) e a sua qualidade era sofrível e por isso não teve chance de descobrir os anéis de Saturno,
Tal feito coube a Christiaan Huygens em 1656, com uma luneta de mais de 3 m de comprimento e ocular feita por ele no modelo ainda em uso atualmente.Tal luneta podia ampliar cerca de 50 X e a ocular que ele criou dava melhores imagens que as demais na época além da potência maior desse instrumento. Depois ele também descobriu a lua Titã de Saturno com a mesma luneta que tinha boa luminosidade para essa tarefa. 
Gostaríamos então de alcançar os mesmo feitos de Huygens, um degrau acima da capacidade dos demais na sua época, mas sem precisar construir algo enorme ! Ao mesmo tempo  sem recorrer a lentes acromáticas caras ou oculares de telescópios compradas no mercado. Nosso projeto não podia ultrapassar certo valor entre 70 a 100 reais, e na fase inicial alcançar 35 X ou mais com qualidade o que já permite ver os anéis ( mas com certa dificuldade devido ao tamanho) e na fase seguinte mais de 50 X , e nesse caso já se vê os anéis de Saturno facilmente.

O que fizemos foi aumentar a distância focal (lente de 1 grau ) até um metro ou pouco mais,  ao mesmo tempo melhorar a qualidade da imagem sem mudar muito os custos. Então decidimos reduzir mais a abertura (diafragma de 20 mm ), e ainda colocando outros diafragmas dentro do tubo nas posições indicadas pelo livro do Mourão (veja imagem ). Depois alinhando muito bem os tubos, lentes e diafragmas internos pudemos ter uma visão muito parecida com as lunetas  compradas no comércio (estas de baixo custo mas que ainda passa dos 200 reais), claro com ampliação menor mas que preservava  as cores reais e nitidez. Usamos ainda uma objetiva de óculos com tratamento anti-reflexos que melhora o contraste das imagens.
Tivemos sucesso e pela primeira vez conseguimos visualizar os anéis com uma luneta de construção própria ! O passo seguinte era quebrar a barreira das 50 X com lunetas baratas e caseiras com tubo de até um metro  ( há projetos que fazem isso mas com tubos muito longos entre 1.5 a 2 m ).  Isso foi então conseguido com  uso de uma barlow ( lente negativa ) também caseira que desenvolvemos, mas que falaremos em outra ocasião. (outra forma de se obter isso seria uma ocular mais forte, mas ai o custo sobe muito pois são já oculares de telescópios custando entre 70 a 90 reais). Vamos a construção de nosso projeto :
                                         Construção da luneta 
Toda luneta possui duas lentes, a objetiva  (lente maior) que fica a frente do tubo voltada para o objeto e a ocular ( lente menor) onde se coloca o olho. Estamos propondo a construção de uma luneta de óptica Kepler que usa como ocular uma lente convexa, a objetiva sempre será convexa em todos os tipos de lunetas. Para um projeto caseiro a objetiva terá que encomendar em uma ótica, (usando uma lente de óculos), mas vai pedir ela agora com 1 grau positivo que dará a distância focal de cerca de 1 metro.  Então vai precisar pedir uma lente cortada de forma circular com uns 50 mm de diâmetro e terá que ser uma lente de 1.0  graus positivos .
Diga que vai usar para criar uma luneta, e que tem que ser cortada com 5 cm de diâmetro ou 50 mm. Pode também levar a luva de esgoto branca de 2 polegadas na ótica, e pedir ao profissional ótico que deixe ela pronta para o encaixe dentro da luva, isso facilita tudo
. Geralmente os projetos sugerem uso de lentes incolores que são mais baratas, mas se quiser mais contraste de imagem pode pedir por uma lente com tratamento anti- reflexos de cor levemente esverdeada, que vai custar cerca de  25 reais contra os 12 reais da incolor. No nosso caso assim  fizemos e acredito que valeu a pena pela melhor definição, mas mesmo a lente comum  também dará bons resultados.
Usaremos a mesma ocular retirada de binóculos que custa entre 25 a 40 reais (dependendo do local) e que usamos na outra luneta. Sugiro essa opção, pois essa lente já é do tipo Huyghens corrigida e permite boa qualidade de imagem.  Você terá duas oculares e pode sempre guardar uma, ou se já construiu a luneta menor antes já terá sobrado uma ocular para esse novo projeto.
   
Aqui tem um link destes binóculos :  
 http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-655772290-binoculos-breaker-cobra-20-x-50-com-bussola-promoco-_JM 
Dando buscas encontrará vários vendedores deles, mas pode achar ainda em camelôs ou em lojas de artigos variados.


Existe a opção de se usar uma lupa de relojoeiro como ocular. Neste caso ela precisa ser um modelo de boa qualidade com ampliação de 40 x ( essa ampliação é apenas para uso como lupa), e deve ser adaptada a um pequeno tubo ou conexão de PVC que permita prender as lentes. Pode-se também optar por não desmontá-la e arrumar uma forma de prender essa lupa no tubo de 40 mm. Pelos testes que fiz ela fornece a mesma ampliação das oculares de binóculos que uso, mas tem pupila de saída meio alta que obriga a afastar o olho para ver a imagem e também  dá um certo trabalho para as adaptações. Mas as imagens são boas e por um preço entre 20 a 25 reais se torna uma boa solução alternativa. 
Agora vamos falar dos tubos, que nesse caso tem de ser de PVC e ainda tubos para água e não para esgoto no caso do tubo maior de 50 mm. ( a luneta será mais pesada mas não terá problemas de empenamento). O tubo menor de 40 mm de diâmetro pode ser usado do tipo "esgoto ". Um tubo tem de encaixar e deslizar no outro para poder focalizar a imagem (como nas lunetas de piratas). E num deles tem de prender a lente maior(objetiva) que ficará na frente do tubo mais longo de 50 mm ou 2 polegadas,( com a face convexa dela voltada para fora do tubo) a ocular  tem de prender no tubo menor  de 40 mm com a luva de 40 mm,  ela encaixará facilmente na luva de 40 mm. Vai precisar também de um pedaço (entre 5 a 10 cm ) de tubo de 50 mm de esgoto para fazer o ajuste entre os tubos pois o de água não servirá pra isso. Pode ser que não consiga comprar menos de 1 m de tubo, então vai precisar serrar eles até ter o tamanho certo. 
Use fita adesiva se necessário,  Os procedimentos estão após a lista de material.
 Um detalhe muito importante ! Você vai ter que usar um diafragma na frente ou antes da lente maior(a objetiva), para reduzir a aberração cromática  e esférica dessa lente.  Uma opção é  um circulo de papel cartão preto, mas que agora  deverá ter apenas 20 mm de abertura central com 50 mm de diâmetro externo. Algum tipo de arruela que tenha as medidas 50X20 mm pode servir.
Com essa menor abertura a luneta não será útil para ver estrelas da Via-Láctea pois faltará luz, mas será muito melhor para os planetas e Lua que já são muito brilhantes,  podendo quase competir com as lunetas compradas desse mesmo porte.

 Lista de materiais :  
1 -Uma  luva branca de esgoto de 50 mm ( 2 polegadas) - foto 4
 

2 -Lente de óculos com 1.0  graus positivos com 50 mm de diâmetro – foto 2
 

3 -Lente de binóculo sugerido acima ( a ocular  ) – foto 3 A  e 3 B 
 

4-Disco de papel-cartão preto de 50 mm de diâmetro com furo de 20 mm que será o diafragma junto a lente, ou algum outro tipo de anel ou acessório de PVC que tenha essas medidas e possa ser preso junto a objetiva.
 

5- 75 cm de tubo PVC  de água  com 50 mm (2 pol) - foto 4  +   10 cm de PVC de esgoto de 50 mm para fazer o encaixe pois não dá pra fazer com tubo de água ! ( Um pedaço menor entre 5 a 10 cm serve)             

6- 50 cm de tubo branco de esgoto  de 40 mm  - foto 4
 

7- Luva simples de 40 mm - foto 4                                                                                                                         
8- Lata de tinta spray fosco  e uma fita adesiva isolante ou silvertap, vaselina e esparadrapo (opcional pois o  esparadrapo é para o caso de não se querer cortar os tubos para fazer o encaixe mais rígido entre eles que explicaremos nos procedimentos, nesse caso se quiser pode simplesmente usar o esparadrapo para fazer anéis com ele no tubo de 40 mm para que se ajuste dentro do tubo maior de 50 mm e deslize suavemente.) 

Alguns itens importantes : Lixa para canos , serra para canos de PVC , trena ou fita métrica, papel.
Procedimento :
 -  Antes de tudo serre ao longo de seu comprimento um pedaço de 5 cm do tubo de 40 mm e serre também da mesma forma o pedaço de 5 a 10 cm de tubo branco de esgoto, eles serão usados como peças de encaixe entre os tubos de 50 mm e de 40 mm. Use o papel enrrolado e preso  neles para fazer um corte mais reto ao longo do papel e depois lixe as extremidades. ( Este item acima assim como os itens 6, 7 e 8 não serão precisos se você optou por usar os anéis de esparadrapo para ajustar a folga entre os tubos).  
1 – Pinte os tubos de PVC internamente apenas com spray fosco, a luva de 50 mm pode ser pintada também. 

2-   Encaixe a lente de óculos dentro da luva de 50 mm e em seguida o disco de papel cartão junto a lente.      

3-   Encaixe agora o tubo de PVC de 50 mm na  luva prendendo assim o disco e a lente juntos. Se pintar muito a luva por dentro pode ser difícil o encaixe.                                                                                                   

4- Para retirar as oculares do binóculo, force a célula de plástico até quebrá-la e a ocular sairá inteira, guarde uma lente para outra luneta.                                                                                                                            
5 – Encaixe a ocular na luva de 40 mm , ela se encaixará fácil ( se não use a fita adesiva) e depois encaixe o lado oposto da luva ao tubo de 40 mm.                                                                                                            
6 – Para encaixar agora o tubo de 40 mm no tubo maior de 50 mm, deverá usar os pedaços de tubo cortados anteriormente. Mas precisa antes cortar estes pedaços de tubo ao longo de seu comprimento deixando eles assim cortados apenas de um lado sem separar as partes. (ver foto  1)                                                             
7 – O pedaço assim cortado de 50 mm deverá ser forçado para dentro do tubo maior de 50 mm da luneta e o pedaço de 40 mm deverá envolver o tubo de 40 mm que está a ocular.                                                              
8 – Encaixe agora o tubo menor ao maior, fazendo com que o pedaço que envolve  um entre por dentro do pedaço que está dentro de tubo grande, isso é um pouco difícil mas depois ficará bem leve de deslizar.
Eles deverão deslizar com certa resistência  mas sem travar para fazer o foco .(  Se necessário use vaselina ou silicone como lubrificante).  Tem que alinhar bem os tubos e lentes dentro e se tiver feito tudo isso, com certeza vai poder ver as crateras da Lua. (mas sempre é melhor ver a Lua na fase crescente ). Sua luneta vai apresentar a imagem invertida, que não atrapalha pra ver objetos astronômicos. Apenas seu uso como instrumento terrestre se torna praticamente impossível devido a essa inversão.
A luneta está pronta e se quiser pode usar as tampas das lentes do binóculo para proteção pois elas servem perfeitamente na frente da luva que está a objetiva e a tampa da ocular servirá  pois era dela mesma. Assim o binóculo terá mais peças sendo úteis, a outra ocular poderá ser usada em outra luneta que desejar construir, as objetivas dele e os prismas tem pouca qualidade  mas servem para experiências escolares.
Será preciso construir ou arrumar algum tipo de apoio para esta luneta que ampliando 35 X , terá muita vibração segura com as mãos e será impossível fixar os detalhes da imagem dos objetos. O ideal é usar um tripé fotográfico leve e adaptar um suporte que prenda a luneta nele, ou construir um tripé de madeira ou PVC.  Já existem alguns projetos de tripé caseiro na web que podem ser usados com sucesso, ou o amador pode criar seu próprio projeto. Estou ainda desenvolvendo ideias sobre isso e pretendo fazer um, já que por enquanto prendi a Tycho num tripé que não usava. Mas hoje em dia se pode comprar um tripé de origem chinesa por um preço acessível ( entre 35 a 60 reais) e para a luneta menor que postamos antes qualquer modelo serve, já no caso desta luneta maior é preciso um tripé um pouco mais reforçado.  
Outra medida que melhora o contraste das imagens (além de pintar os tubos por dentro de preto fosco) é colocar mais diafragmas dentro do tubo maior, e uma forma de fazer isso é por  mais um anel  ou disco de cartão preto com furo ou mesmo alguma conexão de tubo que se encaixe no final do tubo menor de 40 mm.. Este diafragma reduzirá os reflexos indesejáveis que penetram no tubo menor, e se desejar pode adicionar outros diafragmas seguindo o esquema abaixo ( Não esqueça que terão de ser de cor negra).
Olhando pela lente objetiva deverá ter certeza que o furo de um não oculte o seguinte até a ocular.
Esquema da luneta com os diversos diafragmas - imagem do livro de Ronaldo Mourão
Manual do Astrônomo : 

 
Funcionamento da luneta mostrando um diafragma também na ocular ( no caso a ocular do binóculo já possui um ) : 
 
Imagens : 
Foto 1 – Pedaços de tubo cortados de 50 mm e 40 mm , mas note que cortei maior que o sugerido e na verdade bastam 5 cm de comprimento cada:
Foto 2 A - A lente de Ótica ( 1.0 grau ) na sua embalagem : 
Foto 2 B - Imagem da lente objetiva de 1.0 graus positivos conseguida na Ótica:
Foto 3 A - Binóculo usado 
Foto 3 B - Imagem da ocular retirada de binóculo 

 
Foto 4 – Tubo de 50 mm, tubo de 40 mm, luva de 50 mm (já pintada de preto) onde ficará a lente objetiva, luva de 40  mm, a objetiva na embalagem e a ocular. Não esquecer que agora são maiores os tubos em comprimento !  


Foto 5 - Lente montada onde se vê o diafragma (disco de cartão negro) atrás da lente


Fotos 6 A , 6 B e 6 C - Encaixe rígido entre os tubos de 40 mm e 50 mm feito com os pedaços destes tubos:







Foto 7 - Luneta pronta montada num tripé com adaptador ( tubo cortado e preso ao suporte)


Foto 8 - Encaixe da ocular na luva de 40 mm ( opcional pois pode também prender com fita adesiva) :


Foto 9 : As várias lunetas montadas nesse projeto, a Kepler é a menor, a maior a Galileu II de tubo de mapa e a negra é a Tycho a melhor de todas.


                                     


  Foto 10 : Imagem da Lua conseguida com simples câmera de celular Samsung segura junto a ocular da luneta Tycho, pode se notar muitas crateras e outros detalhes.  
 
Se seguir isso tudo com cuidado terá uma ótima luneta para se iniciar na Astronomia observacional .
Bom trabalho!   
Prof.  Jr Martini – Observatório Sagitário – Botucatu – SP
 email: btamjr@yahoo.com.br         Facebook : Jr Martini e/ou Observatório Sagitário 

Referências bibliográficas : 
https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/viewFile/7148/6603
MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas – Manual do Astrônomo, Uma introdução à astronomia observacional e a construção de telescópios – 6.ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar 2004
NICOLINE, Jean – Manual do Astrônomo Amador – Campinas – Editora Papirus, 1985.
http://www.telescopiosastronomicos.com.br/caracteristicas.html